Hollander: why god has failed

11 11 2007

Nesse artigo “Why god has failed”, Paul Hollander denuncia a desonestidade intelectual do pensamento de esquerda, que gosta de “perdoar” os crimes passados dos estados comunistas. Eu concordo com muito do que ele fala e tenho aversão a este tipo de discurso.

Mas existe, de fato, uma distância entre Marxismo e os estados comunistas – o que Hollander não admite. Eu acho que ignorar isso também é desonesto.

Mas mesmo assim, é sempre agradável passar por uma lista das contradições de alguns esquerdistas famosos. Só por isso vale a leitura.

O triste – no caso do Brasil – é que se você mostrar um texto desses a um “intelectual” de esquerda brasileiro, ele será incapaz de dizer qualquer coisa a respeito de boa parte dos nomes que aparecem ali. Isso, se ele puder ler o artigo em inglês. “Althusser, Hobsbawm? Nunca ouvi falar”. (Chomsky eles conhecem).

Trecho:

People who invest much of their lives in certain ideas, causes, and animosities cannot be expected to discard them lightly; the very length of the commitment irresistibly transforms itself into proof of the worthiness of the cause and becomes the mainspring (in the case in point) of what Tony Judt in The New York Review of Books called “the desire to find at least some residual meaning in the whole Communist experience.” That such beliefs and causes tend to be associated with one’s youth makes them seem all the more authentic and appealing.

Conhece alguém no Brasil que se encaixe no que está escrito logo acima? Algum músico, arquiteto, um escritor talvez?

A academia leva no traseiro de novo. E não sem merecer. Uma verdadeira “corrente de hostilidade às idéias e instituições ocidentais” invadiu as universidades americanas e coisas como “multiculturalismo, feminismo radical, pós-modernismo, deconstrucionismo e anti-globalismo” encontram ressonância em  idéias de esquerda. É claro que nada se compara ao que acontece na universidade brasileira.

All these are, in turn, nurtured by the continuing quest for spiritual values which would transcend the benefits that a market economy, consumer society, and political democracy offer. Russell Jacoby, in The End of Utopia, rightly says that multiculturalism and the other trends noted have become substitutes for the utopian longings and beliefs discredited by the experience and fall of Communist systems: “Bereft of ideas, leftists and liberals … celebrate cultural pluralism to fill the void … the demise of utopia makes way for the party of multiculturalists.”

Mas achei que faltou balancear o artigo com opiniões de esquerdistas não tão radicais, capazes de auto-crítica”. Eles existem, sim.

Não, no Brasil não, dude.

Leia o artigo mesmo assim.


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