um Moleskine

25 11 2007

Estava conversando com uma amiga hoje. Comentei com ela minha empolgação com as cadernetas e cadernos Moleskine. Eles têm um design muito cool e uma história interessante (por exemplo, foram usados por gente como Van Gogh, Picasso e Hemingway) deixa a gente com vontade de enchê-los de desenhos, histórias, idéias, etc. Pelo menos eu fiquei assim.

É uma frescura sim, admito. Não são muito baratos e há modelos (menos famosos que os Moleskine) que “fariam o serviço” por muito menos.

Mas eu fui atrás de um de música e um notebook pautado. Não resisti e acabei comprando um de sketch também.

E olha… eles são mesmo uma delícia.

Minha amiga lembrou que um programa de edição de textos (tipo Word) é tão mais prático que usar um caderno pra anotar as coisas é – pra muita gente – coisa do passado.

Mas será que é mesmo?

Uma diferença crucial entre os dois sistemas é a possibilidade de, no computador, poder voltar atrás e alterar qualquer coisa digitada sem deixar vestígio algum.

Agora imagine um caderno novinho (encadernado de um jeito tão perfeitinho como um Moleskine) e uma caneta-tinteiro. Se essas são suas ferramentas, você vai atacar o texto de outro jeito. Pra não deixar o papel todo rasurado, você vai ter que pensar um pouco mais antes de escrever.

Isto, com certeza, tem conseqüências na maneira como você organiza as idéias para pôr no papel.

Isto pode também abrir portas para novas idéias. Alguns coach-writers sugerem mesmo que se deixe o computador de lado algumas vezes e se use um outro meio pra escrever (como o velho caderno e caneta).

Enfim, eu comprei a idéia de vez. E não estou só nessa. Olhe as coisas incríveis que um Moleskine em branco já inspirou.

Se eu criar coragem, posto algumas fotos da minha “arte” aqui também.

Se você também curte Moleskines, eu adoraria saber.


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3 responses

26 11 2007
Daniel

Adoro cadernos, Ieda. Já iniciei vários diários em lindos cadernos, mas, invariavelmente, eles ficam pelo caminho. Tenho até mesmo um para cada filho, em que eu escrevia mais assiduamente quando eram pequenos. Canetas tinteiro também. Quando estive em NY, fiz questão de comprar uma Mont Blanc falsificada em China Town. Tinha que ser fake. Essas canetas, com aquela estrelinha branca estilizada na tampa, viraram sinal de nouveau richismo e eu quis ostentar uma falsificada em protesto. Mas, não ficaria triste de ter uma bela e robusta caneta tinteiro de pena fina, de boa qualidade. Nunca consegui. Todas as que eu já tive mostraram-se borradoras e frágeis. Um dia, talvez.
Você já leu Noite do Oráculo, do Paul Auster? Tem um caderno importante lá. E, sobre as canetas, tem o A sombra do vento, em que uma caneta traça o fio da história. Ambos são de leitura rápida e fascinante. Romances dos bons, para calar a boca de quem diz que a era do romance acabou. Não há como acabar com o fascínio que uma história bem contata exerce sobre todos nós.

27 11 2007
Ieda

Eu descobri que existem umas canetas-tinteiro maravilhosas que não borram de jeito nenhum, Daniel. Estou namorando à distância porque são caras mesmo. Por enquanto vou usando uma que é bem popular aqui. Não é tinteiro; é bem baratinha e não borra tanto: é a linha de gel da Pilot (G2, por exemplo). Recomendo.

E obrigada pelas dicas dos dois romances. Não conheço, mas já incluí na minha lista.

Abraço,

Ieda

17 11 2008
Iêda

Oi,

Li a sombra do vento e adorei!

Prefiro escrever poesia em cadernos do que direto no computador. E sempre tenho uma cadernetinha na bolsa para anotar qualquer ideia que surja.

O Moleskines são lindos mesmo. A história deles, ou de seus fãs, também.

Abraços,
Iêda

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