um presente especial: a nova tradução de “Os Maias”

12 12 2007

Ganhei hoje um presente maravilhoso da minha melhor amiga: a última tradução de “Os Maias” de Eça de Queiroz, feita para o inglês por Margaret Jull Costa.

O parágrafo inicial da obra original, seguido da tradução:

A casa que os Maias vieram habitar em Lisboa, no Outono de 1875, era conhecida na vizinhança da Rua de S. Francisco de Paula, e em todo o bairro das Janelas Verdes, pela Casa do Ramalhete, ou simplesmente o Ramalhete. Apesar deste fresco nome de vivenda campestre, o Ramalhete, sombrio casarão de paredes severas, com um renque de estreitas varandas de ferro no primeiro andar, e por cima uma tímida fila de janelinhas abrigadas à beira do telhado, tinha o aspecto tristonho de residência eclesiástica que competia a uma edificação do reinado da senhora D. Maria I: com uma sineta e com uma cruz no topo, assemelhar-se-ia a um colégio de Jesuítas. O nome de Ramalhete provinha decerto de um revestimento quadrado de azulejos fazendo painel no lugar heráldico do Escudo de Armas, que nunca chegara a ser colocado, e representando um grande ramo de girassóis atado por uma fita onde se distinguiam letras e números de uma data.

The house in Lisbon to which the Maias moved in the autumn of 1875 was known in Rua de São Francisco de Paula, and in the surrounding area of Janelas Verdes, as the Casa do Ramalhete, the House of the Bouquet of Flowers, or, more simply, as Ramalhete. Despite that fresh green name worthy of some rural retreat, Ramalhete was a large stern house of sober walls, with a line of narrow wrought iron balconies on the second floor, and, above that, a row of timid little windows sheltering under the eaves, a house which, as befitted a building dating from the reign of Queen Maria I, had the gloomy appearance of an ecclesiastical residence, and indeed, to complete its resemblance to a Jesuit college, it needed only a bell and a cross. The name, Ramalhete, doubtless came from the square panel of decorative tiles placed in the spot intended for a coat of arms that had never materialised, and which depicted a large bunch of sunflowers tied with a ribbon on which one could still just make out the letters and numbers of a date.


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One response

21 11 2008
adriana de oliveira

Achei maravilhosa essa tradução, é bom que todas as pessaos ficarão conhecendo as obras de um dos autores mais importantes.

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