aprenda a pensar

26 03 2008

Continuando com a série auto-ajuda do blog, algumas dicas legais pra quem quer melhorar. O autor é Ed Boyden.

Traduzi pra você:

1. Procure sintetizar suas idéias constantemente. Jamais leia de forma passiva. Anote, molde, pense e sintetize enquanto lê, até mesmo quando estiver lendo o que você considera algo introdutório. Desta forma, você sempre concentrará esforços no sentido de compreender coisas numa determinação precisa o suficiente para permitir que você seja criativo.

2. Aprenda a aprender (rapidamente). Um dos talentos mais importantes para o século XXI é a capacidade de aprender quase qualquer coisa imediatamente. Seja capaz de conceber modelos preliminares de idéias. Saiba como seu cérebro funciona.

3. Trabalhe na ordem inversa, a partir do seu objetivo. De outro modo, você talvez nunca o alcance. Se você trabalha voltado para o futuro, poderá eventualmente criar algo significativo – ou não. Se trabalhar na ordem inversa, então pelo menos direcionou seu esforço para alguma coisa que era importante pra você.

4. Sempre tenha um plano a longo prazo. Mesmo que você o modifique todos os dias. O simples ato de traçar um plano já é válido. E mesmo que você o corrija com freqüência, pode ter certeza de que terá aprendido algo.

5. Faça mapas de eventualidades. Faça um diagrama de todas as coisas que você precisa fazer numa folha grande de papel e descubra quais delas dependem de outras coisas. Então procure aquelas que não dependem de nenhuma outra, mas que possuem o maior número de dependentes; termine estas primeiro.

6. Trabalhe em conjunto.

7. Cometa erros de forma rápida. Você pode se atrapalhar todo na primeira tentativa, mas seja rápido e avance. Anote o que o induziu ao erro para que você aprenda a reconhecê-lo e mexa-se. Tire os erros do caminho.

8. À medida que desenvolve suas habilidades, anote os protocolos com melhores resultados. Dessa forma, você pode repetir o que fez e fazer disso uma rotina. Torne instintivo o que é um controle consciente.

9. Documente tudo de maneira obsessiva. Se você não registrar, talvez nunca chegue a causar impacto no mundo. Boa parte do processo criativo é aprender a ver as coisas de maneira apropriada. A maioria das descobertas cientificas mais significativas aconteceu de modo inesperado, mas se você não documentar e digerir cada observação e aprender a confiar no que seus olhos vêem, jamais saberá quando está diante de uma surpresa assim.

10. Simplifique. Se a coisa parece difícil de executar, então é porque provavelmente é mesmo. Se você tem como gastar dois dias pensando em como fazê-la 10 vezes mais simples, faça isso. Vai funcionar melhor, será mais confiável e terá um impacto maior no mundo. E aprenda; ainda que seja para descobrir o que deu errado.





bibliotecas não são seguras

23 03 2008

People can lose their lives in libraries. They ought to be warned.

Saul Bellow





a internet atrapalha a sua vida?

19 03 2008

Tente uma dessas soluções.

25 Ways to Break Your Online Procrastination Habit

Idéias geniais pra preguiçosos como nós.





pequenez

18 03 2008

A história vai mostrar como esse homem é pequeno.

Se o Fernando Henrique podia, por que eu não posso?

Não parece uma criança falando?

Que coisa triste trágica ter alguém assim num cargo desses.





a guide to writing well

16 03 2008

um link utilíssimo





sobre traduzir… “just do the best you can”

14 03 2008

“An indispensable part of the translator’s craft is the ability to make decisions.”  (Elborg Forster)

Um artigo delicioso e pé-no-chão sobre tradução, escrito por quem sabe o que diz porque fala do que faz.

Trechos…

I suppose most people have no more than a vague idea of what is involved in transferring a text from a “source” to a “target” language. They think that as long as the translator knows both languages, he/she can “just do it,” as if it were a matter of drawing a map. But the fact is that the transferral can only be done by means of rewriting, for no two languages are totally congruent in their structure. And rewriting is a form of writing, which is why different authors will translate the same text in sometimes amazingly different, yet equally “accurate” ways. Translations, I often think, are like musical or theatrical performances: the conductor and the soloist follow a precise score, the actor follows a text, and yet the symphony sounds very different when conducted by Furtwèngler or by Bernstein; Laurence Olivier and Kenneth Branagh gave us very different Henry Vs.

Ou eu muito me engano ou o que ele descreve abaixo é uma abordagem de esquerda neste ofício tão importante? Vade retro! Nesse aspecto estou com Forster.

 In recent years a whole school of Translation Studies scholars has begun to insist that fluency and transparency in a translation are hallmarks of cultural imperialism, particularly if the target language is dominant, as English is in our own time. These theoreticians, people like Douglas Robinson and Laurence Venuti, start with the useful concept of systems-theory. By this they mean that the translator must be familiar with the “representational” and psychological systems in which both languages are embedded. So far so good. But then our theoreticians object to the kind of re-writing that makes the source-text fit into the mental, social, even political patterns of the target culture. (Putting it rather more simply, I keep reminding myself that any expression I use in a translation must “ring a bell” with the reader.) But the modern theorists feel that this would be a “hegemonic” proceeding, and in order to avoid it, they advocate “foreignizing” the translation. This, they claim, will make it sound strange and thereby “enrich” the target language. This may actually be legitimate in high literature, where even the source text often uses techniques of strangeness (Verfremdung) to focus attention, but in the kind of work I do, I believe that “foreignization” only creates awkwardness and confusion.

E, finalmente, uma visão humilde do que é traduzir:

“Just do the best you can.”

This just might be the motto for all translators.





monges evangélicos

1 03 2008

Cansado de megachurches? Alguns evangélicos também se cansaram. Trechos de um artigo sobre uma nova tendência entre protestantes americanos.

In an era in which televangelists and megachurches dominate the face of American evangelicalism, offering a version of Christianity inflected by populist aesthetics and the gospel of prosperity, the rise of the New Monastics suggests that mainstream worship is leaving some people cold. Already, they are transforming evangelical religious life in surprising ways. They are post-Protestants, breaking old liturgical and theological taboos by borrowing liberally from Catholic traditions of monastic prayer, looking to St. Francis instead of Jerry Falwell for their social values, and stocking their bookshelves with the writings of medieval mystics rather than the latest from televangelist Joel Osteen.

All share a common frustration with what they see as the overcommercialized and socially apathetic culture of mainstream evangelicalism. They perceive a “spiritual flabbiness in the broader church and a tendency to assimilate into a corrupt, power-hungry world.”

New Monasticism is part of a broader movement stirring at the margins of American evangelicalism: Evangelicals disillusioned with a church they view as captive to consumerism, sectarian theological debates, and social conservatism. Calling themselves the “emerging church” or “post-evangelicals,” these Christians represent only a small proportion of the approximate 60 million evangelical Americans. Yet their criticisms may resonate with more mainstream believers. A recent study by Willow Creek Community Church in Illinois – one of the most influential megachurches in the nation – discovered that many churchgoers felt stalled in their faith, alienated by slick, program-driven pastors who focus more on niche marketing than cultivating contemplation. The study suggested that megachurch members know how to belt out jazzy pop hymns from their stadium seats, but they don’t always know how to talk to God alone.

Many New Monastics live and worship together, and their practices sometimes resemble the communes and house churches associated with the Jesus Movement of the 1970s. Like the hippies who were “high on Jesus,” New Monastics tend to favor simple living, left-leaning politics, and social activism. However, they are quick to cite the intellectual seriousness and monastic forms of prayer and study that set them apart. “I doubt most of the Jesus Movement people were reading the philosophers of their day in the way I have friends reading Zizek and Derrida,” said Mark Van Steenwyk, founder of Missio Dei, a New Monastic community in Minneapolis. Van Steenwyk’s group has also compiled its own breviary, a book of scriptural texts that guides the group’s abbreviated version of the divine office sung in monasteries.

“The real radicals aren’t quoting Che Guevara or listening to Rage Against the Machine on their iPods,” writes Wilson-Hartgrove in a forthcoming book, “New Monasticism: What It Has to Say to Today’s Church.” “The true revolutionaries are learning to pray.”

They embrace ecumenism over doctrinal debate, encourage female leadership, and care far more about social justice and the environment than about the culture wars.

Serving the poor is not a new impulse among evangelicals, but serious contemplation is. American culture has never placed a high priority on solitude, and historically, self-denial has gone hand in hand with bustling capitalist productivity, not contemplation (though the Puritans did balance their active lives with a heavy dose of journaling and soul-searching). America has produced a few geniuses of contemplative life – Henry Thoreau and Emily Dickinson come to mind – but we have no indigenous contemplative tradition comparable to that of Catholic Europe or Buddhist Japan. Yet contemplation is the heart of what it means to be a monk: the root of the word, monos, means “alone” in Greek.