forced to take with shame our own opinion from another

4 12 2008

“In every work of genius we recognize our own rejected thoughts: they come back to us with a certain alienated majesty. Great works of art have no more affecting lesson for us than this. They teach us to abide by our spontaneous impression with good-humored inflexibility then most when the whole cry of voices is on the other side. Else, tomorrow a stranger will say with masterly good sense precisely what we have thought and felt all the time, and we shall be forced to take with shame our own opinion from another.”

Ralph Waldo Emerson, “Self-Reliance” (1841)

Mas o mérito não está em ter a idéia mas sim ter imaginação suficiente para visualizar o pensamento transformado em realidade, coragem para encarar o risco de um possível vexame e disciplina e talento para colocá-la em prática.

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de cabeça pra baixo

24 11 2008

Eu tenho que me controlar pra não ficar usando isso toda hora. Já está ficando chato.

Mas é tão divertido!! Adorei descobrir isso.

˙oxıɐq ɐɹd ɐɔǝqɐɔ ǝp ɹǝʌǝɹɔsǝ ɹǝpod ǝp opuɐlɐɟ noʇsǝ





how musical is this picture?

15 11 2008

Quanto tempo demorou pra você associar a foto ao pentagrama?

Pra mim não foi tão rápido. Apesar do título denunciar o que a foto traduz.

Pensar em música não é necessariamente pensar em notação, embora, pra muita gente, a pauta musical seja a primeira imagem mental quando se pensa em música. Para outras tantas, a primeira imagem que aparece poderia ser de alguém fazendo música.

Aliás, seria interessante saber o que te vem à mente quando alguém diz: “música”. Algo do tipo “desenhe alguma coisa ao ouvir essa palavra”. E aí? O que sai? Um CD? Um ipod? Um violão?

Acho que a sua reação a uma pergunta assim revela muito sobre a sua experiência musical, suas expectativas com relação à música e o lugar que ela tem na sua vida.

Mas, de todo modo, achei bonita a foto.

Peguei daqui.





blog ‘The Reading Experience’

7 11 2008

Estou empolgada com The Reading Experience, um blog sobre literatura.

Daniel Green, o autor, escreve deliciosamente bem sobre o assunto.





ainda não decidi…

1 11 2008

se esta é uma boa idéia ou se é uma coisa totalmente idiota.

Estou pendendo pra última. Mas achei irresistível.

Em todo caso, começa hoje. Então se te interessa, corra pra se inscrever.





a funny map of U of C

22 10 2008

u of c funny map, originally uploaded by iedabispo.

Hoje dei um pulo em outro departamento pra resolver um negócio e vi esse mapa na parede. Daí tirei uma foto. Clique nela pra ver os detalhes. No flickr tem um com uma resolução melhor.

O mapa deve ser de 1933 e muita coisa mudou por aqui desde então. Muitos prédios novos e muita gente nova também. Mas é um retrato da época e tem coisas engraçadas também (John Rockefeller, fundador da universidade aparece com um saquinho de dinheiro — em cima, do lado esquerdo, abaixo da fogueira). A expressão “The City Gray shall ne’er die” seria hoje “U of C, where fun comes to die”, o motto não oficial da escola.

E o candidato a Ph.D nos seus exames (no lado direito do mapa) é um menininho no meio dos velhotes. E com as perninhas tremendo.

Com o tempo que se leva para sair daqui, eu desenhava o candidato como velhinho também.





música maravilhosa, músico desprezível

21 10 2008

Ontem eu falei que ia postar a entrevista de Taruskin falando da experiência de escrever os cinco volumes (o sexto é o índice e bibliografia) de Oxford History of Western Music. Quase nada muito interessante na conversa.

Eu quero te mostrar um trechinho só:

Q. You once said after another epic project, your two-volume book ”Stravinsky and the Traditions,” that you came out of it disliking Stravinsky, or at least liking Stravinsky less. How do you feel now about Western music?

A. Oh, but it wasn’t Stravinsky’s music that I liked less. I liked the man less. But who cares what you think about the man? I was interested in the music, and the man only insofar as it helped to explain the music. The more I know about his music, the more interesting it gets. And that goes double, triple — sextuple, I guess — for Western music as a whole.

Acho que essa resposta resume a diferença entre estudar a música e estudar a vida do compositor. São coisas tão distintas que, pela proximidade, acabam se confundindo. Mas é possível odiar o compositor e amar a música.

Um dos meus compositores favoritos é Debussy. Mas parei de ler sobre a vida pessoal dele porque em todos os livros ele aparece como um sujeito mesquinho e mulherengo. Acho que a ex-mulher até acabou se suicidando por causa do distinto.

Mas isso é realmente importante? Em tempos de consumer activism, vale a pena protestar contra a música de um ser humano realmente desprezível? Ou o prazer de ouvir a música que gosto vem em primeiro lugar? Quem vai perder se eu deixar de ouvir a música que eu gosto?

Olha, eu não quero saber. Separo a música do homem. Como Taruskin disse, quem liga pra quem é o homem? Não me interessa. Fecho os olhos e esqueço que o sujeito é um maníaco.

Mesmo quando o músico é também o performer, também faço isso. Às vezes é mais difícil, como no caso desse tonto aqui, que adora ficar dando gritinhos bestas enquanto toca piano. ODEIO ISSO. Mas adoro o piano desse imbecil. Viu o que ele fez na Itália? Não te lembra um violonista brasileiro famoso?

O que fazer?

Uma coisa que essas estrelas não percebem é que a música, se boa, sobrevive ao músico. E isso, por mais que ele se esforce por sabotá-la com a sua reputação. Gosto muito da música de João Gilberto, por exemplo (embora já esteja me saindo pelos poros). Mas não vou ver nenhum show dele. Não ligo nem um pouco de assisti-lo na TV. Sinceramente, não vale o esforço ir a um show, só pra ver de perto a personalidade horrorosa de alguém assim.

A DVD will definitely do.

Já Debussy, é um decomposing composer mesmo.

Aliás, fica aí com a letra dessa obra prima do Monthy Python, que, ouvi falar, é um pessoal muito gente boa.

Beethoven’s gone but his music lives on,
And Mozart don’t go shoppin’ no more,
You’ll never meet Liszt or Brahms again,
And Elgar doesn’t answer the door.

Schübert and Chopin used to chuckle and laugh,
Whilst composing a long symphony,
But one hundred and fifty years later,
There’s very little of them left to see.

They’re decomposing composers,
There’s nothing much anyone can do,
You can still hear Beethoven,
But Beethoven cannot hear you.

Händel and Haydn and Rachmaninov,
Enjoyed a nice drink with their meal,
But nowadays no-one will serve them,
And their gravy is left to congeal.

Verdi and Wagner delighted the crowds,
With their highly original sound,
The pianos they played are still working,
But they’re both six feet underground.

They’re decomposing composers,
There’s less of them every year,
You can say what you like to Debussy,
But there’s not much of him left to hear.

Claude Achille Debussy, died 1918.
Christophe Willebaud Gluck, died 1787.
Carl Maria von Weber, not at all well
1825, died 1826. Giacomo Meyerbeer,
still alive 1863, not still alive 1864.
Modeste Mussorgsky, 1880
going to parties,
no fun anymore 1881. Johan Nepomuck
Hummel, chatting away nineteen to the
dozen with his mates down the pub every
evening 1836, 1837 nothing.