blog abandonado?

14 12 2008

Ok. Você merece uma explicação para a minha ausência. Então vou dizer o que eu ando fazendo.

Não abandonei o blog. E também não ando sem idéias. Pelo contrário, ando lendo umas coisas bacanas que queria compartilhar com você.

O problema é que estou estudando para o exame final de um curso que foi  oferecido de novo neste trimestre e que eu levei pau há uns dois anos. O assunto é música do século XX. O exame está no computador e tenho que entregar na segunda-feira.

Acabei me enrolando aqui e fiquei com uma semana pra relembrar todo o repertório de um século inteiro. Além de ter que concluir as leituras dos textos todos.

Que raio de prova é essa?

É o seguinte: tenho quinze partituras em mãos — na verdade, no meu computador — e minha tarefa é identificá-las, dando nome do compositor, falar alguma coisa inteligente sobre a linguagem e o meio utilizado e datá-la.

Como se estuda pra uma prova dessas? Basicamente, você tem que se familiarizar com o repertório. Correr os olhos pelo maior número de partituras possível, descrevendo o que vê, fazendo conexões, tentando memorizar cacoetes dos compositores, estilos, fases,

A outra parte da prova é composta de perguntas abertas. Uma que você deve responder em uma hora e duas outras que levam 30 minutos cada uma. Estas são perguntas onde você tem que demonstrar seu conhecimento da literatura sobre música do século XX. Então é importante que você cite, além dos fatos históricos, os nomes dos autores dos livros e artigos. Este é o tipo de prova onde se pode usar a wikipedia. Mas ela é de pouca ajuda se você não leu os textos.

As perguntas são complexas o suficiente pra exigir que você vá além dos fatos. Numa delas, foi pedido que discutíssemos a noção de modernismo na música do século XX e como ela se manifestou em diferentes situações.

Ainda estou trabalhando neste exame.

Assim que terminar e tiver mais tempo,  volto aqui pra falar mais sobre música.





música dos séculos XIX e XX: algumas leituras

20 10 2008

Há coisa de dois anos, levei pau na prova de single-sheets* do curso “Música dos séculos XIX e XX” e por isso, o professor sugeriu que eu fizesse nova prova quando o curso fosse oferecido novamente.

O curso está sendo oferecido este trimestre e eu estou fazendo as leituras todas, me preparando para a prova que dessa vez inclui questões abertas. Então estou relendo os volumes 4 e 5 de “Oxford History of Western Music: Music from the Earliest Notations to the Sixteenth Century”, de Richard Taruskin.

É curioso reler uma obra tão densa como essa. Estou impressionada com a quantidade de coisas que eu simplesmente não me lembro de ter lido.

E é interessante ver como ele escolheu discorrer sobre assunto tão complexo. Já falei aqui que ele é um escritor fantástico. O que eu gosto mesmo nesses textos é o modo como ele fala da música, mais do que o assunto em si. Nem sempre estou interessada nos fatos, mas acho fascinante ver como ele discorre sobre a música, que aspectos escolhe descrever, como analisa a música, o que ele menciona da vida do compositor, quais fatos históricos cita.

Enfim, pra mim, estes dois volumes dizem muito sobre como escrever sobre música sem soar como um artigo da Wikipédia.

Também fazem parte da bibliografia, o livro “The Rest is Noise” de Alex Ross e o “Cambridge History of 20th-Century Music”, editado por Nicholas Cook. Também tem “Twentieth-Century Music” de Robert P.  Morgan e “Musical Composition in the Twentieth Century” de Arnold Whittall. Mas desses falo outra hora, se tiver tempo (o curso requer 200 páginas de leitura por semana e eu estou lendo bem devagar porque é muita coisa pra assimilar).

Vou ver se posto trechos de uma entrevista que eu achei, onde Taruskin fala desse projeto. Outra hora.

*Single-sheets é o seguinte: você tem, nesse caso, vinte folhas de partituras, que deve identificar, dizer quem escreveu e quando. É claro que, para a prova, eles tiram o título da composição e o nome do autor das fotocópias. Na verdade, eles podem muito bem escolher uma folha que não seja o início da peça. Se você não consegue identificar, tem que pelo menos fazer um educated guess e explicar por quê. No caso dessa prova, todas as partituras eram dos séculos XIX e XX.




explicações e um site pra quem tem que decorar coisas

1 10 2008

Sumi, mas por boas razões. Pelo menos, eu acho.

Voltei pra Chicago e tive que encarar uma prova de história (música até o século XVI). Isso me manteve ocupada por uma semana inteira. Não fui tão bem quanto precisa, mas também não foi um vexame. Não sabia a resposta para a pergunta sobre manifestações populares e vernaculares no século XVI. O querido que elaborou a prova, disse que servia qualquer assunto, menos madrigal e chanson. Agora, adivinha quais eram as únicas formas que eu sabia? Enfim, enrolei lá. Mas é possível que me chamem de volta – quando eles não têm certeza se devem te passar, chamam você pra uma prova oral a respeito das perguntas que você respondeu.

Depois da prova, me ocupei de outra coisa: eu trouxe um violão maravilhoso comigo, então comecei a fazer aula de clássico. Que é uma coisa que eu sempre quis, mas que nunca tive chance. Meu professor é um peruano formado no Canadá com mestrado aqui nos EUA. Muito querido e muito competente também.

Agora estou estudando pra prova de alemão do programa. Estou usando esse site aqui, que está me poupando um tempo enorme. Eu sei, flashcard é a coisa mais nerd do mundo. Mas não tem jeito. A prova é a tradução de um texto sobre música em alemão. Eu tenho duas horas e meia pra verter a coisa toda pro inglês.

Também estou escrevendo e cuidando de papers pendentes. Outra hora eu falo sobre isso. Prometo ser mais freqüente [a nova reforma idiota derrubou a trema também?] nas postagens a partir de agora.